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NUTRIGENETICA

Nutrigenética

Postado em 31 de julho de 2019 por Natália Dourado

Com os avanços da nutrição hoje, utilizando a nutrigenética como principal aliada, é possível personalizar a sua alimentação de acordo com a sua genética!

Se você já experimentou uma mudança alimentar, com certeza já notou que cada individuo responde de forma diferente, mesmo que a base alimentar seja exatamente a mesma. Isso acontece porque apesar de sermos 99,99% iguais, geneticamente falando, o o,1% restante determina a nossa individualidade, associado claro, com fatores externos, esses também contribuem e muito em todo processo. Mais, como genética não é mais destino, podemos identificar, através de uma boa anamnese, associada ao teste genético, possíveis alterações em genes específicos, genes com predisposição ao desenvolvimento de diversas patologias (doenças) relacionados com cada caso individualmente. 

Quando nascemos, ganhamos como “herança”, os genes dos nossos pais, e em muitos casos as variações (polimorfismos), podem vir alteradas. Essas variações, podem ser mais leves ou mais graves, tudo vai depender se você herdou apenas um gene (do seu pai ou da sua mãe) ou os dois. Por exemplo:

Se você herdou um gene com predisposição ao acúmulo de tecido adiposo (gordura) só da sua mãe, você tem apenas 1 alelo de risco, mais se você herdou da sua mãe e do seu pai, você passa a ter 2 alelos de risco, ou seja, maior probabilidade de acumular gordura. 

Os genes podem ter uma série de variações e predisposições, como desenvolvimento de diabetes tipo II, doenças cardiovasculares, doenças hepáticas, doenças inflamatórias, doenças auto-imunes, metabolização inadequada de nutrientes, infertilidade, alzheimer, depressão, etc. Identificar essas predisposições e iniciar o tratamento pensando nos seus genes alvos específicos, individualiza e muito cada caso. Claro que os genes tem interações entre si, e por isso apenas um teste genético sozinho não é suficiente para uma conduta, é necessário um acompanhamento onde será considerado todo o seu histórico clínico, familiar e emocional e assim traçar a melhor conduta.

Com a nutrição, mais especificamente a epigenética, é possível modular as funções genéticas que são herdadas, sem alterar a sequência do DNA

A modulação, é feita através da alimentação, por substâncias bioativas contidas no alimento e se necessário manipulações dessas substâncias em doses aumentadas para garantir uma resposta satisfatória se tratando de genes. Ou seja, a modificação é na forma em que o seu gene expressa e não no seu sequenciamento, por exemplo:

Você tem Diabetes tipo II, se tiver um filho, a predisposição ao desenvolvimento da doença nele, é muito grande, porque herdou o seu gene. Porém, utilizando a epigenética, é possível modular a expressão genética já em você, assim a probabilidade do seu filho nascer como gene já modulado é muito grande, e não ter a predisposição ao desenvolvimento da doença, mesmo você tendo. É basicamente “mudar a forma que o gene vai agir”!

Claro, que essa modulação não é da noite para o dia, então o quanto antes começar melhor!

Idade é um dos principais fatores a considerar quando falamos de epigenética. Quando mais tempo você passa sem considerar essa variação genética, mais demorado fica a modulação do gene e consequentemente a expressão correta dele. Além disso os fatores externos, como estresse, consumo de bebidas alcoólicas, fumo, alimentos ultra-processados, excesso de toxinas, consumo elevado de açúcar, etc, também influenciam muito, e dependendo do seu estilo vida, pode agravar ainda mais o seu caso, por isso, o quando antes for a intervenção melhor.

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